27.3.12

Acordar matutino


Vi um acordar matutino
sem saber o porquê,
o porquê de acordar,
a razão de levantar.

De quem acorda pela manhã,
sem motivo para viver
sem razão para acreditar
que vale a pena renascer.

Vi um acordar matutino,
o despertar de uma dor
de uma lágrima que vem,
no partir do amor.

Uma canção sem melodia,
um querer apagado,
na gasta poesia
de algo mal acabado.

Vi um acordar matutino,
de um desejo sem morada
de um sonho distante
uma história mal contada.

Injúrias e mentiras
daquilo que não sou,
de falsas línguas
as quais não me dou.

E por histórias e boatos
esqueces tudo o que aconteceu
perdes-te na memória
de que fui sempre teu.

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