24.1.12

a Carta



Foi sem querer
Confesso que foi sem querer

Por esta altura
estaria morto!
Se o arrependimento matasse.

Morto, por ter tomado esse vento
Até junto de ti.

Morto, de ter dançado
nas palavras que disseste,
De ter guardado
todos os sorrisos que me deste
Bem junto ao meu.

Morto, por ter ficado preso
No brilho do teu olhar,
Por querer parar o tempo
Para ter todo o tempo do mundo
Só para estar contigo.

Morto, por esquecer que és de longe
Onde as minhas equações desajustadas
Sem jeito nem feitio
Não entram.

Desculpa... se te fiz andar muito
Só para te mostrar o meu mundo.

Prometo não roubar
mais flores para te dar.
Prometo que irei esquecer
todas as histórias de amor.
Prometo que irei adormecer...
sem pensar em ti.

Adeus

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