Lá fora, os putos de hoje
fumam um,
talvez dois cigarros.
Fugidos da chuva
escondem os catarros,
a doença de amanhã.
Cá dentro, o velho,
o que já fora do Restelo,
rezinga
com a capa de jornal,
esquece-se
volta a rezingar,
Conta-se-lhe o tempo.
A mulher, quase que velha,
divorciada da vida,
pede uma,
afogasse em si,
pede outra cerveja.
Lá no canto, alguém
estranhamente escreve
num lenço de papel.
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