2.11.11

Coisas de Amanhã


Uma carteira,
Umas tantas moedas lá dentro
a troco de coisa nenhuma
para trocar alguma coisa

Alimento que trago no bolso
que não serve para comer
Dita sobrevivência
nesta selva de aço e betão
Onde a terra do chão
não dá para semear

Onde as árvores já não são de fruto
Onde fruto já não cresce nas árvores
Vai-se lá saber onde paira
o chilrear do pôr-do-sol
o melro do fruto maduro
A abelha deambulante
por entre as cores do jardim.

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