Fechaste a porta,
deixaste para trás
o perfume aconchegante
desse teu jeito fugaz,
desse sorriso elegante.
Deixaste para trás,
A palavra, a sabedoria
que em cada momento
tinha a certeza do que dizia.
Não foste longe.
Não podias ir longe.
Encontro-te no sótão,
numa caixa fechada
perdida num tempo
que já não é tempo,
Num presente que já não existe
mas que persiste.
Numa caixa sorrisos,
Zangas e discussões,
Loucuras e fantasias,
certezas e questões,
choros e alegrias,
e bem no fundo
Por detrás da dor
perdido no pó moribundo
encontro... amor.
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